10 Dicas de Sobrevivência para Pequenas Empresas em 2016.

Com o mercado competitivo e clientes cada vez mais exigentes, é fundamental que o empreendedor adote algumas estratégias de sobrevivência para o seu negócio. 

Dados do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) apontam que a cada 100 empreendimentos criados, somente 73 sobrevivem aos primeiros dois anos de atividade.

"O empreendedor deve adotar estratégias de gestão para garantir que sua empresa cresça e sobreviva", afirma Osvaldo Elías Farah, autor do livro Estratégias de Sobrevivência para Pequenas Empresas (Editora Saraiva). Veja dez dicas do autor para ajudar seu negócio. 

1. Foque no negócio 
O primeiro passo é estabelecer um rumo claro para as atividades. "Ele deve focar no negócio que a empresa está atuando e não tentar abraçar o mundo", alerta Osvaldo. Para ele, essa atitude garante qualidade e competitividade no mercado. 

2. Seja o diferencial 
"Entre em determinado nicho de mercado e seja o diferencial", orienta Osvaldo. Para ter vantagem competitiva, é preciso inovação constante. Ter um diferencial no produto ou no atendimento é uma ferramenta para a sobrevivência do negócio.

3. Faça sempre um planejamento estratégico 
Osvaldo adverte que o plano de negócios e o planejamento estratégico não devem ser esquecidos depois que a empresa saiu do papel. "O mercado muda constantemente. E esse planejamento vai ajudar nas mudanças da empresa em relação a ele", aponta. 

"Não é porque uma empresa é pequena que ela não vai se adaptar", ressalta. O planejamento voltado aos primeiros anos de vida da empresa deve fazer uma análise dos pontos fortes e fracos do negócio. "É preciso fazer um plano que envolva vendas, marketing e recursos humanos", explica. É importante, ainda, estabelecer estratégias de crescimento da empresa. 

4. Preste atenção às finanças 
Uma estratégia financeira é fundamental para quitar dívidas e negociar bons preços. "Poucas empresas se lembram que têm que pagar o 13º no final do ano, além do IPVA e do IPTU, que têm desconto à vista", exemplifica Osvaldo. 

Com o fornecedor ainda é possível obter descontos nas mercadorias pagas à vista. Para se beneficiar, é preciso fazer uma reserva financeira. "Se não tiver reserva, além de perder essas negociações, a empresa pode precisar contrair dívidas, por causa de algum imprevisto", alerta. 

5. Evite as dívidas e saiba comprar 
Uma vez com dívidas, o empreendedor deve renegociá-las. "Busque trocar o financiamento por outro, com juros menores e com prazo maior. Assim, a empresa consegue respirar", aconselha. 

Uma alternativa aos empréstimos é encontrar parceiros. "Consiga um sócio que invista na empresa. É melhor do que se submeter aos juros dos bancos", orienta Osvaldo. Ele explica que os juros afetam a margem de lucro do negócio. Se esse cenário se mantiver por muito tempo, a empresa não consegue sobreviver. Outra estratégia é negociar com fornecedores. "As empresas que compram bem conseguem vender bem e obter margem de lucro maior", ressalta. 

6. Aprenda com os seus erros e os dos concorrentes 
Verificar as falhas dos concorrentes e da empresa é importante para encontrar novas oportunidades e aumentar a participação no mercado. Segundo ele, na medida em que o concorrente enfraquece em determinado ponto, surge a oportunidade de ganhar clientes. 

7. Invista nos colaboradores 
"Procure satisfazer não só a necessidade do cliente, mas também a dos colaboradores, para que eles se sintam satisfeitos", aponta. Dessa forma a qualidade do atendimento melhora e as chances de perder clientes diminuem. 

8. Fique atento ao cliente potencial 
É importante aproveitar o potencial de compra para fazer vendas cruzadas e incrementais. "No caso de um posto de gasolina, por exemplo, você não irá vender só combustível. Vai ter uma loja de conveniência, lava rápido etc.", exemplifica. Promoções semanais também são uma boa forma de alavancar as vendas a esses clientes potenciais. 

9. Tenha vários fornecedores e clientes 
A empresa não pode depender de apenas um fornecedor. "Tenha vários, e bons, para garantir a demanda¿, aponta Osvaldo. O mesmo vale para os clientes. ¿Não dependa de um único cliente. Se, em algum momento, ele te deixar na mão, a empresa não sobrevive", alerta. O ideal é contar com uma carteira de clientes mais pulverizada possível. 

10. Faça parcerias 
Fazer alianças com pessoas do mesmo setor, participar de associações comerciais, treinamentos e feiras do ramo são ferramentas importantes para aumentar a rede de relacionamentos, descobrir oportunidades e propor acordos que complementem o negócio. "Outra opção é fazer parcerias com empresas maiores, que procuram terceirizar alguns serviços para empresas menores", orienta Osvaldo. 


Fonte:http://economia.terra.com.br/autor-da-dez-dicas-de-sobrevivencia-para-a-pequena-empresa,6b8832c35076b310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

Revise seus planos e metas para vencer em 2016!

Dívidas, lojas e empresas fechadas e mais de 9 milhões de desempregados, maior índice desde 2012. O Brasil sofre, atualmente, de uma contínua série de deterioração de indicadores – sem sinais de melhorias próximas ou, se quer, sustentáveis. Esse, é o cenário que fecha 2015, um ano marcado por uma das maiores crises (econômica, política e financeira) que o país já passou, ou melhor, sofreu.  Bancos, governo, especulações, alta do dólar... não faltam elementos chaves que desencadearam muitos problemas, tanto para trabalhadores como empresários.
Entretanto, há duas opções para este tipo de problema: apontar culpados, o que não adianta, e esperar um pacote de medidas do governo, de fato, efetiva... algo que também não podemos contar. Ou, a mais fácil e que só depende de você: mudar, reciclar, se reinventar, rever planos e metas para sobreviver em 2016.
Vamos analisar um caso em particular.  Um empresário teve que rever vários pontos para salvar uma marca de roupa que criou, baseado apenas na sua habilidade de produzir peças de vestuário. Achou que isso bastasse para realizar o sonho de abrir o seu próprio negócio. Contraiu empréstimo, abriu várias lojas, mas o talento que ele carregava desde a infância não foi o suficiente para saldar os custos de contas acumuladas, que ultrapassava a casa dos R$600 mil. Resultado: para não quebrar totalmente, fechou as demais unidades e além de tudo isso, diante da crise de 2015, teve que lidar com a brusca diminuição do consumo, demanda franca e um patamar significativo de estoque.
Depois do susto, viu que era necessário estudar, desenvolver um plano de negócio e ficar atento ao mercado. Fez também melhorias nas vitrines, treinou equipe de vendas com foco na qualidade do atendimento ao cliente.  Também investiu em treinamento e consultorias, enquanto a maioria dos empresários, infelizmente, ainda puxa o freio diante da crise. Um erro ainda mais fatal. Mais do que vender ainda mais roupas do que antes, os colaboradores passaram a encantar os clientes e tornar aquela experiência única.
Com certeza este empresário sabia que deveria passar por todo este processo. As pessoas sabem o que precisam fazer, mas não o fazem. Não importa quanto saibam os seus objetivos, nada vai acontecer se não partir exatamente para a ação na busca da excelência ou de uma solução (e logo !!)
Será que ele continua culpando a sorte? O governo? A alta do dólar? A conta de luz? Não, ele entendeu que era preciso se reinventar para mudar a forma com que vinha conduzindo a sua marca.
As pessoas que alcançam o sucesso e atingem seus objetivos possuem pelo menos dez características positivas: motivação, foco, iniciativa, inteligência emocional, ética, comprometimento, resiliência, criatividade, persistência e busca constante por autodesenvolvimento.  O profissional, ou empreendedor, com esses atributos fazem a diferença.
Para o ano que já está ai, lanço um desafio: tome as rédeas de sua carreira, de sua vida ou de seu empreendimento, e dê a direção que lhe interessa.  Só assim, você vai revolucionar o modo como as coisas são feitas. Busque novas soluções para problemas antigos, faça as coisas diferentes e, assim, será possível se destacar na multidão e tirar uma bela lição de 2015.
Separei algumas dicas que vão ajudar a você a se planejar ou a rever alguns pontos para 2016.
1. Pense sobre o ano que passou
Faça uma análise geral sobre a situação da empresa, veja como o mercado e o consumidor estão se comportando frente ao seu produto. Com essas informações em mãos, é possível se antecipar frente a períodos de instabilidade.
2. Trace metas realistas
Definir metas para 90 dias. Assim, é possível mensurar e fazer um melhor acompanhamento, corrigindo também possíveis erros. Considere também neste processo, gestor, colaboradores, pares, fornecedores e clientes para definir como será a gestão destas metas. Uma meta influencia outras ações, comportamentos e contexto, desenvolver a visão sistêmica da sua influência torna o processo sustentável
3. Invista em treinamento e qualidade
Aos empresários que pensam que estão atrasados para o treinamento de sua equipe um conselho: “Sempre dá tempo! Surpreenda seus clientes, entenda suas necessidades, crie uma conexão emocional com eles. Faça com que seus clientes internos vistam a camisa da sua empresa e que eles superem as expectativas dos clientes externos. Não precisa investir muito, basta tentar prever os problemas e solucioná-los antes que aconteçam e, muito importante, é necessário ter sempre atitudes positivas”
4. Cultura Forte
Uma organização, com missão definida, que cria processos condizentes com ela, ganha credibilidade com o seu time, pois terá mais do que um discurso, terá ações reais que provam o que fala e será  respeitada não só pelos clientes internos, como também pelos clientes externos.

(*) Alexandre Slivnik é diretor executivo da ABTD - Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento e autor do livro "O Poder da Atitude".
Fonte:http://cio.com.br/carreira/2015/12/02/e-hora-de-rever-planos-e-metas-para-sobreviver-em-2016/

    o que é o 5s?

    O que é 5S

    SeiriSenso de Utilização
    SeitonSenso de Ordenação
    SeisouSenso de Limpeza
    SeiketsuSenso de Saúde
    ShitsukeSenso de Autodisciplina

    Origem

    O 5S surgiu nas empresas do Japão, durante a reconstrução do país depois da segunda guerra mundial.
    Depois da guerra, os japoneses receberam orientação de especialistas americanos para o controle da qualidade. O que os americanos faziam bem foi aperfeiçoado no Japão, formando-se o que ficou conhecido como Qualidade no Estilo Japonês, ou Total Quality Control (TQC - Controle da Qualidade Total). É o controle dos processos para assegurar o resultado final, entregando os produtos conforme expectativa do cliente.
    O papel do 5S é cuidar da base, facilitando o aprendizado e prática de conceitos e ferramentas para a qualidade. Isso inclui cuidar dos ambiente, equipamentos, materiais, métodos, medidas, e, especialmente, pessoas.
    No princípio, o 5S era mais focado em liberar área, evitar desperdícios, resolvendo efeitos de guerra e de gestão inadequada. Com os novos desafios, inclusive a evolução da tecnologia da comunicação, o 5S evoluiu.

    Significado

    5S representa cinco palavras japonesas que começam com a letra S. Não é fácil encontrar em outro idioma palavras que têm o mesmo significado de cada termo na cultura nipônica.
    Por exemplo:

    Seiri já foi traduzido como seleção, descarte, senso de utilização. Seiketsu aparece como higiene, padronização, senso de saúde.
    E há certo sentido: com o Seiri, fazemos seleção, ou seja, separamos o que é útil de o que não é útil, que será descartado. Assim, é facilitado o uso. Com senso de utilidade/utilização dos recursos, isto é, senso de utilização, a seleção e o descarte e o uso serão mais adequados. No entanto, a palavra descarte, por exemplo, fortalece o sentido de jogar fora, dando pouco valor ao sentido de uso.
    Quanto ao Seiketsu, a higiene depende de seguirmos padrões saudáveis de uso, ordem e limpeza. A expressãosenso de saúde representa nossa sensibilidade para avaliar as boas práticas (as práticas saudáveis), capacidade de padronizá-las, assegurando a saúde. Considere saúde para tudo: física, mental, social, financeira, ambiental etc.
    A tradução utilizando a palavra senso se tornou uma das mais divulgadas no Brasil a partir de meados da década de 1990. Além de iniciar com S, facilitando a didática do 5S, este termo remete ao bom senso, característica de pessoa sensata. A prática do 5S é um bom meio de apurar a sensatez. Com isso, o 5S deixa de ser uma coisa de fábricas, máquinas, ferramentas. Entendido assim, o 5S pode ser praticado por qualquer pessoa, em qualquer lugar, para facilitar a solução de qualquer desafio.
    Finalmente, essa tradução aproxima o 5S de o que é natural no organismo vivo. Praticar 5S é semelhante ao que qualquer ser vivo faz para viver.

    Como a vida

    Aprender 5S é como "reaprender" o que é natural. Podemos nos inspirar no nosso corpo para cuidar do mundo em que atuamos.
    A natureza do 5S é semelhante à natureza dos seres vivos. Está dentro de nós

    5SComandoNo corpo humano

    Senso de Utilização
    Separar o que é útil do que não é. Melhorar o uso do que é útil.
    Nosso corpo descarta o que não precisa e usa o que lhe é útil em infinitas reações químicas.

    Senso de Ordenação
    Um lugar para cada coisa. Cada coisa no seu lugar.
    São vários sistemas, nos quais cada célula está em seu lugar.

    Senso de Limpeza
    Limpar e evitar sujar.
    Não viveríamos se não houvesse limpeza constante do organismo pelas fezes, urina, respiração, anticorpos etc.

    Senso de Saúde
    Padronizar as práticas saudáveis.
    O que cada célula deve fazer para a saúde do organismo está "escrito" no DNA.

    Senso de AutodisciplinaAssumir a responsabilidade de seguir os padrões saudáveis.Não precisamos chamar a atenção da célula para fazer o que lhe compete. Ela faz o que tem de ser feito.

    O 5S agora, para os desafios de hoje

    Com a alta tecnologia e a velocidade com que chegam e se perdem as novidades, a prática do 5S é mais necessária do que nunca.
    Após a guerra, no Japão, era preciso dar um jeito na bagunça para retomarem a vida. Agora, há outro desafio constante a ser atendido, mesmo em países que não passaram por guerra. No mundo de hoje, as coisas chegam muito depressa e rapidamente perdem o valor. Há uma chuva de informações, oportunidades e descartáveis chegando a todo momento.
    O papel principal do 5S, hoje, é nos orientar como observar, avaliar e tomar decisões adequadas para nosso crescimento e formação como pessoa, cidadão e profissional.
    Com o 5S, teremos serenidade para bom proveito, sem estresse, das oportunidades do novo jeito de viver.

     Fonte:http://5s.com.br/2/o-que-e-5s.php

    Lean Manufacturing Parte I - Introdução Histórica e Conceitos

    Lean Manufacturing 


    Quando Henry Ford criou a linha de produção, o mundo ficou extasiado. Foi uma verdadeira revolução para a época. Todos os conceitos e concepções utilizados por Ford foram extremamente bem difundidos em sua fábrica: os operados tinha as ferramentas em um local de fácil acesso, faziam cada um uma única tarefa etc. Por conta disso, ele conseguiu aumentar a produtividade da sua linha de manufatura de uma forma grandiosa e que, por muitos anos, acabou se tornando o modelo a ser seguido em todo o ocidente do planeta. Já naquela época, Ford em seu livro “Today and Tomorrow” (*1921) falava sobre algo que viríamos a conhecer mais tarde como Just In Time ou simplesmente JIT. Ele dizia que “o estoque é um desperdício”. Ele também apresenta um conjunto de técnicas e métodos com o objetivo de eliminar o desperdício em todos os aspectos da produção, definindo como desperdício “toda a atividade na organização que não contribui como o objetivo principal da empresa que é ganhar dinheiro”. Ele também contemplou em seu estudo: 

     o fluxo de matéria-prima até o produto final em termos de linha de produção; 
     o procedimento para o planejamento e controle de material, com a finalidade de minimizar as perdas com transporte e tempo de produção; 
     a realização contínua de inspeções de qualidade em cada operação, com o objetivo de produzir com alta qualidade; 
     o treinamento dos trabalhadores em uma única tarefa, normalmente executada em bancadas em frente a eles. 

    Todavia, a história do JIT realmente não começa aí. Ele acaba vindo, anos depois, por meio da filosofia japonesa que contamina a sociedade ocidental. 
    O que ocorreu foi que, após a Segunda Grande Guerra, o Japão era um país que, para reerguer-se no âmbito mundial, necessitava de uma economia forte que oferecesse produtos de alta qualidade e com preços iguais ou menos do que seus concorrentes. 
    Assim, em meados de 1950, os diretores e engenheiros da Toyota Motors foram fazer uma “excursão” de 12 semanas na fábrica da Ford para descobrir e estudar maneiras de aplicar os conceitos na sua pequena indústria no Japão. Eles esperavam melhorar o seu processo de manufatura. Mas o que eles acabaram percebendo é que a produção em massa de Ford não havia mudado em nada desde o início. Eles puderam observar: 

     Equipamentos fazendo grandes quantidades de produtos que acabavam estourando o inventário; 
     Produção em grandes volumes com interrupções entre as etapas causando uma grande quantidade de material em estoque e parado na linha; 
     Redução de custo por peça com homens e máquinas trabalhando ininterruptamente, se preocupar-se muito com a demanda do seus veículos etc. 

    De fato, eles não ficaram impressionados. Viram um oportunidade impara de crescimento. 
    Ao voltarem para o Japão, Taiichi Ohno e seus engenheiros, teriam que pensar em uma forma de aplicar os conceitos das linhas de Ford na Toyota já que eram realidade bem diferentes: a Ford produzia uma grande quantidade de veículos de um único modelo “T’s” (Aliás, diferentemente das concepções iniciais de Ford, este veículos era construído em lotes com muitos desperdícios que aumentavam o material em processo) enquanto que para a Toyota era necessário produzir pequenas quantidade de diferentes modelos. 

    Criando o Toyota Production System (TPS / Lean Manufacturing) – Taiichi Ohno não tinha as ferramentas que temos hoje como Internet, MRP etc para criar este novo modelo de produção. Mas ele tinha todo o conhecimento da rotina do chão-de-fábrica, engenheiros dedicados, gerente e trabalhadores que poderiam dar tudo pelo sucesso da Organização. Após muitos estudos, Ohno saiu pelas poucas fábrica da Toyota, aplicando estes novos conceitos aprendidos: Jidoka, One-piece-flow etc. Depois de décadas de esforços nas fábricas, eles apresentaram ao mundo uma nova visão de manufatura – o TPS. Mas, obviamente, eles não fizeram isso tudo sozinhos. Utilizaram-se de alguns conceitos de Ford como o de um fluxo contínuo de materiais, um sistema puxado de produção, formas visuais de verificar a necessidade de matérias (Kanbam) etc. (Estes aspectos serão detalhados um pouco mais adiante). 

    O Sucesso do TPS – O sucesso do Sistema Toyota de Produção é resultado da sula excelência operacional. Esta excelência é baseada parte em ferramentas e métodos de melhoria de qualidade que ficaram famosos por conta da Toyota como JIT, Kaizen, Jidoka, Heijunka. O conjunto destas técnicas e filosofias ajudaram a desenvolver o TPS (ou Lean Manufacturing como ficou conhecido no ocidente). Os verdadeiros resultados surgiram porque a Toyota colocou as pessoas no centro de todo o sistema, motivando a liderança, treinando seus funcionários, criando uma cultura de melhoria contínua do processo produtivo etc. Isso fica claro ao analisarmos o modelo dos “4 P’s da Toyota”: Philosophy, Process, People and Partners e Problem Solving. 

    - Philosophy (Filosofia – Pensamento a Longo Prazo) 

     Decisões gerenciais baseadas em uma filosofia de longo prazo, ao invés de objetivos financeiros de curto prazo 

    - Process (Processos – Eliminação de Desperdícios) 

     Criar processos onde os produtos realmente “fluam” 
     Usar sistemas de produção puxados pelos clientes, para evitar que sejam produzidos materiais desnecessários. 
     Parar o sistema quando houver um problema de qualidade (Jidoka) 
     Padronizar as atividades para que aja melhoria contínua sempre 
     Controle visual do processo para que não aja problemas que não sejam percebidos. 
     Usar apenas tecnologia testadas e de confiança 

    - People and Partners (Pessoas e Parceiros – Respeito, desafios e Crescimento) 

     Líderes que realmente vivam a filosofia Lean. 
     Respeitar, desenvolver e desafiar seus colaboradores e times. 
     Respeitar, desafiar e ajudar seus fornecedores. 

    - Problem Solving (Solução de Problemas – Melhoria e Aprendizado Contínuos) 

     Aprendizagem continuo na organização através do Kaizen. 
     Tomar decisões com cautela, considerando todas as alternativas; implementar as decisões tomadas rapidamente 


    A implementação do Lean falha muitas vezes porque as empresas estão focadas na ferramentas como JIT, 5S etc, sem entender que o Lean é um sistema que deve penetrar na cultura da Organização. Muitas vezes os gerentes não estão envolvidos nas operações do dia-a-dia e na melhoria contínua, aspectos estes fundamentas para o sucesso do Lean Manufacturing,

    Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/lean-manufacturing-um-novo-conceito-em-manufatura-parte-i/20327/


    Qual a diferença entre Habilidades e Competências? Por que são importantes para um profissional?

    Modelos de Habilidades e Competências

    Os modelos de administrativos com foco em competências e habilidades se enquadram dentro do conceito de RH Estratégico e nasceram inseridos num contexto de competitividade crescente como uma forma inovadora e inteligente de atender às novas demandas dos ambientes organizacionais..

    De inicio, é importante esclarecer que quando falamos sobre competência estamos adotando sua definição mais amplamente utilizada: "Conjunto de conhecimentos, habilidades, comportamentos e aptidões que possibilitam maior probabilidade de obtenção de sucesso na execução de determinadas atividades."

    Ao longo das várias mudanças ocorridas, as empresas implementaram readequações em diversos âmbitos de seus processos.  As estruturas organizacionais passaram a ter um número menor de níveis hierárquicos de forma a possibilitar redução de custos aliada a maior agilidade na cadeia de decisão. Os quadros de pessoal, na busca de alternativas para redução de custos, sofreram revisões e enxugamentos. Começamos a falar sobre multi-funcionalidade, responsáveis por processos e grupos auto-geridos. Estas, dentre outras medidas, fizeram surgir novas necessidades que os sistemas tradicionais de RH não conseguiam atender e, como alternativa, experiências foram sendo desenvolvidas com base na gestão por competências e habilidades, sendo que atualmente várias empresas de ponta já adotam esta ferramenta.

    Uma vez identificadas estas competências por meio da elaboração das descrições de cada função, assim como ações de seleção, acompanhamento, avaliação, desenvolvimento e remuneração dos profissionais, elas passam a ser regidas sob o foco de dotar a empresa dos níveis de competências necessários ao alcance e gestão de um diferencial competitivo baseado em seus recursos humanos. 

    A principal característica da gestão baseada em competências é que ela permite à empresa gerir seus recursos humanos de acordo com o grau de capacitação alcançado pelos seus colaboradores dentro das competências previstas para cada cargo. Desta forma, além de orientar as ações da organização, também é sinalizado para o funcionário onde ele pode investir em seu autodesenvolvimento e, na medida em que ele vá alcançando níveis maiores de competência dentro do cargo, também vai alcançando crescimento nos níveis salariais recebidos.

    Existem vários modelos teóricos que apresentam grupos de habilidades e competências, em minha carreira utilizei vários, de acordo com a cultura organizacional e modelos de cargos que identifiquei em várias empresas, e posso concluir que o melhor modelo é aquele que está alinhado com as competências organizacionais, ou seja, com os valores corporativos de cada empresa. 

    Como exemplo listo abaixo um pequeno modelo, onde faço a divisão entre Habilidades e Competências Técnicas e Comportamentais, e os elementos que as compõem.

    Competências Técnicas

    Entendo como Competências Técnicas todas aquelas que são obtidas através de educação formal, treinamentos e experiência profissional, são elas: 

    ESCOLARIDADE – Nível de escolaridade formal exigida para o pleno desenvolvimento das atribuições do cargo. 
    TREINAMENTOS – Treinamentos, cursos específicos, habilitações profissionais, especializações, etc., necessários para obter melhores resultados no desempenho do cargo. 
    CONHECIMENTOS TÉCNICOS – Conhecimentos essenciais para o pleno desenvolvimento das atribuições do cargo, obtidos através da escolaridade e treinamentos realizados e aplicados e aprimorados em experiência profissional, podem ser classificados como:
    • Conhecimentos técnicos elementares - Pressupõe o conhecimento de um vocabulário que permita compreender as orientações de trabalho e comunicar com titulares de empregos semelhantes. O conhecimento técnico é limitado ao nível da tomada de conhecimento da existência de princípios técnicos subjacentes à realização de tarefas relativamente simples e repetitivas. Este nível de conhecimentos é adquirido através do ensino básico e de uma prática profissional de curta duração ou de adaptação ao posto de trabalho.
    • Conhecimentos técnicos básicos - Conhecimento preciso de um determinado vocabulário técnico que lhe permite tratar informações variadas. Este nível de conhecimento permite a recolha de informações, o seu registro, assim como a compreensão de princípios técnicos. Este nível está associado a tarefas com algum grau de repetitividade ou a uma polivalência horizontal (realização de tarefas de outros postos ou empregos próximos).
    • Conhecimentos técnicos fundamentais - Pressupõe um nível de conhecimento que se traduz em capacidades para compreender as repercussões de determinado fenômeno ou fator nas ações. Trata-se de um nível em que se exige a elaboração de relações analógicas entre os conhecimentos e as práticas, apelando para o domínio de alguns fundamentos gerais de ordem científica e técnica. Pressupõe também que o indivíduo consiga discutir, colocar questões, compreender as respostas e negociar diferentes formas de abordar um problema.  Este nível de conhecimento é adquirido através do ensino técnico-profissional e/ou de uma experiência profissional construída através de um percurso profissional por vários empregos idênticos ou próximos (2-5 anos).  As atividades associadas a este nível podem ser de transformação e manutenção com autonomia; de coordenação e controlo relativos a tomada de decisões de rotina.
    • Conhecimentos técnicos sólidos - Pressupõe um nível de conhecimento que permita avaliar e analisar resultados e conhecer os limites e os constrangimentos dos conceitos, métodos e instrumentos e, em função dos mesmos, prever situações, propor alterações aos procedimentos. Trata-se de possuir um domínio de conhecimentos científicos e técnicos específicos que pressupõe que o indivíduo disponha de uma real autonomia nos conceitos, métodos e instrumentos, adquiridos ao nível do ensino superior politécnico ou equivalente que lhe permitam desenvolver atividades de concepção e de gestão com autonomia e encontrar soluções para situações imprevistas e disfuncionamentos.
    • Conhecimentos técnicos profundos - Trata-se de um nível de conhecimentos que permite a evolução dos conceitos, métodos e instrumentos e corresponde à capacidade de conceber e renovar o sistema de gestão, o sistema técnico, ou outro. Este nível exige o domínio total e aprofundado dos fundamentos científicos e técnicos, que são adquiridos através do ensino de nível superior. Permite pesquisar, intervir e tomar decisões inovadoras relativas a situações não experimentadas.

    Competências Comportamentais

    Entendo como Competências Comportamentais todas aquelas que possibilitam maior probabilidade de obtenção de sucesso na execução de determinadas atividades, podem ser inerentes às características de personalidade de um indivíduo, ou obtidas no convívio social, bem como podem ser obtidas e aprimoradas através de treinamentos e auto-desenvolvimento. Subdividido essas competências em cinco grupos: Intelectuais, Comunicativas, Sociais, Comportamentais e Organizacionais, com conceitos a saber:

    1. INTELECTUAIS – São as competências necessárias para reconhecer e definir problemas, equacionar soluções, pensar estrategicamente, introduzir modificações no processo de trabalho, atuar preventivamente, transferir e generalizar conhecimentos.
    • Aplicar conhecimento – Saber aplicar seus conhecimentos técnicos para a resolução das situações expostas em seu contexto de atuação.
    • Transferir conhecimento –  Saber multiplicar seus conhecimentos técnicos para seu superior, pares, subordinado, clientes, fornecedores, ensinando, instruindo e aperfeiçoando a resolução das situações expostas em seu contexto de atuação. Estar apto para adquirir novos conhecimentos.
    • Generalizar conhecimento – Traduzir os conhecimentos do nível institucional à realidade da organização, transferindo ao próximo nível, o operacional, a responsabilidade direta pela implementação das idéias. De um lado, faz contato com situação de extrema instabilidade - quando interage com o nível institucional - e, de outro, com protocolos sobretudo rígidos e previsíveis – quando faz interface com o nível operacional.
    • Reconhecer e definir problemas, propondo soluções para equacioná-los - Visualizar, analisar e situar os negócios da empresa dentro do contexto nacional e mundial, de modo solidificar e perpetuar a imagem e atuação da empresa dentro desse cenário, independente do produto ou serviço prestado.

    2. DE COMUNICAÇÃO – São as competências utilizadas na forma de expressão e comunicação com seu grupo, superiores hierárquicos ou subordinados, clientes internos e externos, de cooperação de trabalho em equipe, de diálogo, de exercício da negociação e de comunicação.
    • Comunicação - Comunicar-se com os acionistas, clientes, fornecedores, parceiros, superiores e subordinados de forma eficaz - Entender os tipos de feedback, como avaliar a adeqüabilidade e as condições do feedback. Feedback eficaz. Feedback individual versus feedback coletivo; prós e contras; como e quando pedir feedback; as diversas direções possíveis de se dar feedback.
    • Redação e Gramática – Comunicar-se por escrito de maneira mais clara e mais eficaz. Inclui diretrizes específicas de como preparar memorandos, cartas, e-mails, propostas e outros tipos de comunicação. Escrever centrado no leitor e formatar suas comunicações de tal forma que sejam fáceis de ser lidas, que causem o impacto desejado e que o ajudem a alcançar seus objetivos.
    • Negociação – Capacidade de demonstrar atitudes flexíveis e de adaptá-las a terceiros e a situações diversas. Desenvolver habilidades de relacionamento, incluindo as capacidades de flexibilização e adaptação, com enfoque na postura pessoal.

    3. COMPETÊNCIAS SOCIAIS – São as competências necessárias para atitudes e comportamentos necessários para transferi-lo conhecimentos da vida cotidiana para o ambiente de trabalho e vice-versa.
    • Relacionamento Interpessoal - Cultuar uma boa relação com seus colaboradores, tanto nas questões voltadas ao dia-a-dia de trabalho, através de orientações em relação aos trabalhos, quanto naquelas horas onde a emoção faz-se presente. É preciso que o líder esteja atento às atitudes de sua equipe, para melhor direcionar sua atuação frente aos acontecimentos.
    • Trabalhar em equipe, gerenciando conflitos e interesses – Capacidade e discernimento para trabalhar com e por meio de pessoas, incluindo o conhecimento do processo da Motivação e a aplicação eficaz da liderança, com capacidade de influenciar o comportamento do grupo com empatia e  equidade, visando os interesses interpessoais e institucionais.
    • Consciência Ambiental – Dimensionar a importância do meio-ambiente e o impacto de suas ações na preservação do mesmo.

    4. COMPETÊNCIAS COMPORTAMENTAIS – São as competências necessárias para demonstrar espírito empreendedor e capacidade para a inovação, iniciativa, criatividade, vontade de aprender, abertura às mudanças, consciência da qualidade e implicações éticas do seu trabalho.
    • Iniciativa - Identificar e atuar pro ativamente sobre problemas e oportunidades. Oferecer-se para Tarefas e identificar o que precisa ser feito e começa a agir. Começar a agir sem que lhe peçam ou exijam. Aproveitar oportunidades e começa a agir para tomar vantagem delas. Começar projetos individuais ou em grupo e assume responsabilidade total por seu sucesso. Identificar logo o que precisa ser feito frente a obstáculo e age até que sejam superados. Assumir responsabilidade de criar todos os passos de um projeto cujas circunstâncias e resultados não estejam bem definidos.
    • Criatividade - Produzir mais e melhores idéias para o desenvolvimento de produtos e de novos processos de trabalho.
    • Adaptabilidade – Adaptar-se às condições favoráveis e desfavoráveis sejam elas de qualquer ordem (ambientais, econômicas, tecnológicas...).
    • Consciência da qualidade -  Buscar pela excelência de produtos e serviços e uma preocupação maior com as crescentes exigências dos clientes internos e externos.
    • Ética – Sustentar-se em valores éticos e morais, gerando credibilidade e confiança na sua gestão por aqueles que fazem parte do seu convívio diário: Colaboradores, Clientes Internos e Externos, Parceiros e Fornecedores.
    • Coerência - O discurso não deve ser diferente da prática e isso é um ponto de relevância que deve ser sempre observado na gestão. É preciso que o líder seja coerente em suas atitudes, com sua Missão e com sua equipe, pois quando a equipe observa contradição, certamente se comportará da mesma maneira, o que caracteriza a cultura do não comprometimento, ameaçando os resultados produzidos.

    5. COMPETÊNCIAS ORGANIZACIONAIS – São as competências necessárias para compreensão do negócio, seus objetivos, relações com o mercado, ambiente sócio político (conhecimento em negócio, planejamento, orientação para o cliente).
    • Compromisso com Resultados – Liderar/atuar com foco em objetivos quantitativos e qualitativos. Quando observado e praticado pelo líder, trará credibilidade por parte de seus liderados. Uma vez que o líder influencia diretamente o comportamento de seus liderados, quando de sua aceitação, a prática de tal competência servirá como modelo a ser seguido e poderá gerar estímulos positivos na equipe, tornando-a cada vez mais compromissada com as metas a serem atingidas.
    • Gerenciar Tempo - Estabelecer metas, priorizar tarefas, lidar com os desperdiçadores de tempo, fazer análise do tempo e criar e maximizar sua programação de uso do tempo.
    • Gerenciar Recursos – Zelar pelo controle da previsão orçamentária do departamento ou Unidade de Negócio e como analisar e justificar um investimento. Equacionar a mão-de-obra disponível com os recursos técnicos disponíveis.
    • Planejamento e Organização – Coordenar suas tarefas e/ou da equipe, incluindo o planejamento (plano de ação/cronograma), a organização (distribuição de trabalhos), e as tarefas seqüenciais (ações), bem como a seleção e a alocação de recursos necessários.
    • Liderar – Administrar equipes com eficácia: delegar eficazmente, ampliar oportunidades e demonstrar justiça ante seus feitos. Criar um clima propício ao desenvolvimento: ampliar os desafios e as oportunidades para criar um clima que favoreça o desenvolvimento de sua equipe. Saber lidar com colaboradores quando apresentam problemas : agir com decisão e equidade quando tratar colaboradores com problemas. Formar uma equipe de talentos: investir no desenvolvimento do potencial de seus colaboradores, identificando e oferecendo novos desafios e responsabilidade compartilhada.
    • Atuar estrategicamente – Estabelecer conexão com dois tipos de ambientes que influenciam diretamente nos resultados da equipe: os internos e os externos. Atuar de forma a antever oportunidades e ameaças, tendências e inovações possibilitando o agir, ou seja, empreender esforços para a excelência na performance de sua equipe...



    Autor: Equipe Pesquisa Salarial da Catho Online
    Fonte: http://www3.catho.com.br/salario/action/artigos/Modelos_de_Habilidades_e_Competencias.php